Timbre

Ministério do Meio Ambiente

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis

Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras e Utilizadoras de Recursos Ambientais – CTF/APP

FICHA TÉCNICA DE ENQUADRAMENTO

Código:

1 – 3

Descrição:

Lavra subterrânea com ou sem beneficiamento

Versão FTE:

1.0

Data:

29/06/2018

PP/GU:

Alto

Tipo de pessoa:

Pessoa jurídica:

Sim (1)

Pessoa física:

Não

A descrição compreende:

- a extração de minerais metálicos por métodos de lavra subterrânea;

- a extração de minerais não-metálicos por métodos de lavra subterrânea;

- a extração de minerais para adubos e fertilizantes por método de lavra subterrânea;

- a extração de carvão mineral por métodos de lavra subterrânea;

- a extração de minerais radioativos (urânio, tório, areia monazítica, etc.) por métodos de lavra subterrânea.

É obrigada à inscrição no CTF/APP, declarando a atividade cód. 1 – 3, a pessoa jurídica que exerça atividade, em caráter permanente ou eventual, ou constitua empreendimento, conforme descrições no campo acima.

A descrição não compreende:

(Para descrições com código em parênteses, consulte as respectivas FTE.)

- a extração de substâncias minerais para análise e ensaios industriais antes da outorga da concessão de lavra, por meio de Guia de Utilização emitida pela Agência Nacional de Mineração – ANM (1 – 1);

- a extração de minerais sob o regime de permissão lavra garimpeira (1 – 4);

- a extração de xisto e areias betuminosas e todos os beneficiamentos associados à extração (1 – 5);

- a garimpagem do ouro com a utilização de mercúrio metálico (1 – 7);

- a fabricação de águas minerais naturais e artificiais (16 – 13);

- a extração, engarrafamento e gaseificação de águas minerais (16 – 13);

- a disposição final de rejeitos da indústria ou da mineração em confinamento licenciado pelo órgão ambiental competente (17 – 58);

- o tratamento de resíduos de mineração (17 – 59);

- a recuperação de áreas degradadas (17 – 67);

- a recuperação de áreas contaminadas (17 – 68);

- o transporte de combustível em empreendimento minerário por meio de caminhão-tanque (18 – 1);

- o Posto de Abastecimento – PA (18 – 5);

- a construção de barragens e diques para contenção de resíduos da atividade minerária (22 – 2);

- a construção de barragens e diques para contenção de rejeitos da atividade minerária (22 – 2);

- a construção de canais para drenagem (22 – 3);

- a retificação de curso de água (22 – 4);

- a transposição de bacias hidrográficas (22 – 6);

- a construção de obras de arte (22 – 7);

- outras obras de infraestrutura (22 – 8).

Não é obrigada à inscrição no CTF/APP, em razão da atividade cód. 1 – 3, a pessoa jurídica que exerça atividade ou constitua empreendimento, conforme descrições no campo acima.

Definições e linhas de corte:

- considera-se lavra o conjunto de operações coordenadas realizadas de forma racional, econômica e sustentável objetivando o aproveitamento da jazida até o beneficiamento associado ou em continuação à extração, realizado dentro da área de lavra, das substâncias minerais nela encontradas, inclusive, maximizando-se o seu valor ao final de sua vida útil.

Classificação Nacional de Atividades Econômicas CNAE

Agrupamento:

Código:

Descrição:

Grupo

050

Extração de carvão mineral

Grupo

071

Extração de minério de ferro

Grupo

072

Extração de minerais metálicos não-ferrosos

Grupo

081

Extração de pedra areia e argila

Grupo

089

Extração de outros minerais não-metálicos

A obrigação de inscrição, no CTF/APP, não se vincula à Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE, que pode ser utilizada como referência de enquadramento.

Outras atividades do CTF/APP, Cadastros do Ibama e Relatório Anual de Atividades

CTF/APP:

consulte a relação de FTE.

CNORP:

sim.

CTF/AIDA:

sim.

RAPP:

sim.

A declaração de atividades, no CTF/APP, que sejam constantes do objeto social da empresa ou da inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas – CNPJ não desobriga a pessoa jurídica de declarar outras atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos ambientais que sejam exercidas pela empresa.

Observações:

(1) é obrigada à inscrição, no CTF/APP, a pessoa jurídica titular da concessão da lavra, inclusive as cooperativas minerárias.

Referências normativas:

1

Lei Complementar nº 140, de 8 de dezembro de 2011: art. 7º, XIV, “g”: referente ao licenciamento ambiental de lavra envolvendo material radioativo, mediante parecer da Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN;

2

Decreto-Lei nº 227, de 28 de fevereiro de 1967 (e alterações): referente ao Código de Minas;

3

Lei nº 6.567, de 24 de setembro de 1978: referente ao regime de exploração e aproveitamento de areias, cascalhos, saibros e argilas, em área máxima de cinquenta hectares;

4

Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981 (e alterações): art. 9º, XII; art. 17, II; Anexo VIII;

5

Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010: referente à Política Nacional de Resíduos Sólidos e ao Cadastro Nacional de Operadores de Resíduos Perigosos – CNORP;

6

Decreto nº 97.632, de 10 de abril de 1989: referente à exigência de plano de recuperação de área degradada para os empreendimentos de exploração de recursos minerais;

7

Decreto nº 99.556, de 1º de outubro de 1990 (e alterações): referente à proteção das cavidades naturais subterrâneas existentes no território nacional;

8

Decreto nº 3.358, de 2 de fevereiro de 2000: referente à regulamentação do Código de Minas;

9

Resolução CONAMA nº 237, de 19 de dezembro de 1997: referente à prevenção e ao controle de poluição da atividade Lavra subterrânea com ou sem beneficiamento, por meio de licenciamento ambiental;

10

Resolução CONAMA nº 347, de 10 de setembro de 2004 (e alterações): referente a procedimentos de monitoramento e de controle ambiental para minimizar a degradação e a destruição de cavidades naturais subterrâneas e de outros ecossistemas a elas associados;

11

Resolução CONAMA nº 428, de 17 de dezembro de 2010 (e alterações): referente à autorização de licenciamento ambiental pelos órgãos responsáveis por Unidades de Conservação;

12

Instrução Normativa MMA nº 2, de 20 de agosto de 2009: referente à classificação do grau de relevância das cavidades naturais subterrâneas;

13

Portaria MMA nº 55, de 17 de fevereiro de 2014: referente aos procedimentos entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - Instituto Chico Mendes e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA relacionados à Resolução nº 428, de 17 de dezembro de 2010, do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA, no âmbito do licenciamento ambiental federal;

14

Instrução Normativa Ibama nº 184, de 17 de julho de 2008 (e alterações): referente aos procedimentos para o licenciamento ambiental federal;

15

Instrução Normativa Ibama nº 184, de 17 de julho de 2008 (e alterações): art. 35-A: referente à obrigação de atualização, no que couber, de atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos ambientais no CTF/APP, quando da emissão da Licença de Operação – LO;

16

Instrução Normativa Ibama nº 13, de 18 de dezembro de 2012: referente à Lista Brasileira de Resíduos Sólidos;

17

Instrução Normativa Ibama nº 1, de 25 de janeiro de 2013: referente ao Cadastro Nacional de Operadores de Resíduos Perigosos – CNORP;

18

Instrução Normativa Ibama nº 6, de 15 de março de 2013 (e alterações): referente ao Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras e Utilizadoras de Recursos Ambientais – CTF/APP;

19

Instrução Normativa Ibama nº 10, de 27 de maio de 2013: referente ao Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental – CTF/AIDA;

20

Instrução Normativa Ibama nº 6, de 24 de março de 2014 (e alterações): referente ao Relatório Anual de Atividades Potencialmente Poluidoras e Utilizadoras de Recursos Ambientais – RAPP;

21

Instrução Normativa Ibama nº 12, de 13 de abril de 2018: referente ao Regulamento de Enquadramento de pessoas físicas e jurídicas no Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras e Utilizadoras de Recursos Ambientais – RE-CTF/APP;

22

Instrução Normativa ICMBio nº 30, de 19 de setembro de 2012: referente aos procedimentos administrativos e técnicos na hipótese de empreendimento que ocasione impacto negativo irreversível em cavidades naturais subterrâneas classificada com grau de relevância alto;

23

Instrução Normativa ICMBio nº 7, de 5 de novembro de 2014: Capítulo V: referente aos procedimentos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade relativos aos licenciamentos que afetem cavidades naturais subterrâneas em Unidades de Conservação Federal;

24

ABNT NBR 12235:1992: Armazenamento de resíduos sólidos perigosos – Procedimento;

25

Portaria DNPM nº 117, de 17 de julho de 1972: referente às normas para realização dos estudos in loco e análises bacteriológicas, conforme Código de Águas Minerais;

26

Portaria DNPM nº 237, de 18 de outubro de 2001 (e alterações): referente às Normas Reguladoras de Mineração – NRM;

27

Portaria DNPM nº 155, de 12 de maio de 2016: referente à Consolidação Normativa do DNPM.

 


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Documento assinado eletronicamente por SUELY MARA VAZ GUIMARAES DE ARAUJO, Presidente, em 29/06/2018, às 17:00, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no art. 6º, § 1º, do Decreto nº 8.539, de 8 de outubro de 2015.


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A autenticidade deste documento pode ser conferida no site https://sei.ibama.gov.br/autenticidade, informando o código verificador 1571447 e o código CRC 332EA019.




Referência: Processo nº 02001.001897/2018-41 SEI nº 1571447