INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS
COORDENAÇÃO DE INFRAESTRUTURA TECNOLÓGICA
Despacho nº 26932264/2026-CIT/CGTI/Diplan
Processo nº 02009.000298/2026-41
Interessado: SUPERINTENDÊNCIA DO IBAMA NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, COORDENAÇÃO DE INFRAESTRUTURA TECNOLÓGICA - CIT
À/Ao SUPERINTENDÊNCIA DO IBAMA NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
Assunto: Resposta ao Ofício 2 (26856592)
Assunto: Parecer técnico sobre links dedicados de internet (200 Mbps e 30 Mbps) - DFD nº 11/2025.
À chefe da DIAFI/ES,
Em atenção ao Ofício 2 (26856592), que encaminha a esta Coordenação de Infraestrutura Tecnológica (CIT) o processo de contratação de Circuito de Internet em Banda Larga, apresentamos abaixo os esclarecimentos técnicos solicitados para subsidiar a instrução processual.
A velocidade proposta para a SUPES/ES (200 Mbps) é suficiente para suportar: 51 estações de trabalho, uso simultâneo de sistemas corporativos críticos, reuniões on-line, tráfego institucional e servidores internos (DHCP, arquivos)?
A capacidade de 200 Mbps em circuito dedicado, com simetria e garantia de banda, é tecnicamente compatível com o quantitativo informado de estações e serviços. Contudo, o desempenho percebido pelos usuários está diretamente condicionado à infraestrutura de rede local, especialmente no que se refere ao meio de acesso (rede sem fio).
A velocidade proposta para o CETAS/Serra (30 Mbps) atende ao volume de usuários, sistemas utilizados e demandas operacionais da unidade?
A capacidade de 30 Mbps em link dedicado atende ao cenário descrito, considerando a garantia de banda, simetria e estabilidade do circuito, sendo mais relevante que a taxa nominal atualmente utilizada em banda larga.
A redução de 250 Mbps (link não dedicado e sem garantia de banda) para 200 Mbps (link dedicado com garantia de banda exclusiva, simetria plena e garantia de disponibilidade) é tecnicamente aceitável? A banda dedicada compensará a redução nominal de velocidade?
Sob o ponto de vista técnico, a substituição é justificável, uma vez que circuitos dedicados oferecem previsibilidade de desempenho, baixa latência e garantia de entrega de banda, características ausentes em links banda larga.
A redução de 50 Mbps (link não dedicado e sem garantia de banda) para 30 Mbps (link dedicado com garantia de banda exclusiva, simetria plena e garantia de disponibilidade) é tecnicamente aceitável? A banda dedicada compensará a redução nominal de velocidade?
A mesma lógica se aplica: a garantia de banda e estabilidade operacional do link dedicado tende a compensar a redução nominal de velocidade, especialmente em ambientes com uso institucional crítico.
A solução proposta respeita as diretrizes de infraestrutura, conectividade e padrões tecnológicos definidos pela CIT?
Sim. A solução está alinhada ao PDTIC 2024–2026 (OTI.2), atendendo aos requisitos de infraestrutura e conectividade institucional. A adoção de link dedicado em fibra óptica, com banda garantida, simetria de 100% e IP fixo, segue padrões de mercado para ambientes críticos.
A CIT confirma que, mesmo sem rede lógica estruturada, o link dedicado trará ganho significativo de estabilidade? Há riscos de que a infraestrutura Wi‑Fi atual continue limitando o desempenho, mesmo com link dedicado, e o usuário não perceba qualquer vantagem na contratação do link dedicado com garantia de banda exclusiva, simetria plena e garantia de disponibilidade? A CIT recomenda medidas complementares (ex.: cabeamento estruturado, novos APs, reorganização da topologia)?
O link dedicado melhora a estabilidade e previsibilidade da conexão externa. Contudo, o desempenho final depende da rede interna. O uso predominante de Wi-Fi, especialmente em ambiente com interferências, pode continuar limitando a experiência do usuário. Recomenda-se:
Implantação de cabeamento estruturado;
Uso do Wi-Fi como complemento;
Revisão da topologia da rede local.
A solução proposta é tecnicamente adequada para garantir continuidade operacional? Há alternativas tecnológicas mais eficientes ou mais alinhadas às diretrizes da CIT? A contratação atende aos requisitos mínimos de segurança, disponibilidade e desempenho para unidades críticas do IBAMA?
A contratação de link dedicado contribui para a melhoria da estabilidade, disponibilidade e previsibilidade da conectividade externa, em comparação a links banda larga.
Entretanto, não garante, de forma isolada, a continuidade operacional percebida pelos usuários, uma vez que o desempenho final depende diretamente da infraestrutura da rede local.
No cenário apresentado, o uso predominante de rede wireless como meio principal de acesso constitui um fator limitante. Redes Wi-Fi estão sujeitas a interferências, variações de sinal e limitações de capacidade, especialmente em ambientes com barreiras físicas, o que pode comprometer a experiência do usuário mesmo com link dedicado.
Dessa forma, a solução mais adequada para o cenário não se restringe à contratação do link, sendo necessária a implantação de infraestrutura de cabeamento estruturado.
Há recomendações sobre: redundância, expansão futura, padrões de arquitetura, requisitos mínimos de SLA, ou indicadores de desempenho a serem exigidos no contrato? Há outros aspectos técnicos que a CIT julgar relevantes para o aperfeiçoamento da contratação?
Como recomendação técnica, destaca-se que a melhoria da conectividade da unidade não depende exclusivamente da contratação do link dedicado, sendo fundamental a adequação da infraestrutura de rede local. Informa-se, ainda, que está em andamento contratação em nível nacional de ativos de rede (switches e access points).
Recomenda-se a adoção de arquitetura em estrela, com centralização das conexões em switches de acesso, permitindo melhor organização, padronização e facilidade de manutenção. A utilização de racks e patch panels também é indicada para adequada gestão da rede.
Quanto aos requisitos mínimos de SLA para o link dedicado, recomenda-se que o contrato contemple:
Disponibilidade (uptime): mínimo de 99,5%, preferencialmente entre 99,7% e 99,9%;
Tempo de reparo (MTTR): até 4 a 8 horas para falhas críticas;
Tempo de resposta: atendimento inicial em até 1 hora;
Qualidade de transmissão: baixa latência, baixo jitter e perda de pacotes controlada;
Suporte técnico: atendimento 24x7 com escalonamento por criticidade.
Por fim, ressalta-se que a adoção de cabeamento estruturado, associada à arquitetura adequada da rede local, é condição essencial para o pleno aproveitamento do link dedicado e para a melhoria efetiva do desempenho percebido pelos usuários.
Atenciosamente,
(assinado eletronicamente)
LEONARDO PEREIRA DA CONCEIÇÃO
COORDENADOR DE INFRAESTRUTURA TECNOLÓGICA
| | Documento assinado eletronicamente por LEONARDO PEREIRA DA CONCEIÇAO, Coordenador, em 24/04/2026, às 10:48, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no art. 6º, § 1º, do Decreto nº 8.539, de 8 de outubro de 2015. |
| | A autenticidade deste documento pode ser conferida no site https://sei.ibama.gov.br/autenticidade, informando o código verificador 26932264 e o código CRC 330A3484. |
| Referência: Processo nº 02009.000298/2026-41 | SEI nº 26932264 |